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bond 1 and two
The Bourne Identity (2002)
The Bourne Supremacy (2004)
Casino Royale (2006)
The Bourne Ultimatum (2007)
Quantum of Solace (2008)
Meu pensamento lógico é que os dois novos James Bond levariam em conta Bourne; Bourne tendo sido tido como o novo rumo do gênero filme de espião.
Acho que um prazer de Bourne é que finalmente se entende como é que é possível alguém ser um super-herói. Uma fala de Bourne (algo como)—eu sei que aquele cara pesa 82 quilos, que há duas saídas, que aquele cara sabe se cuidar se houver problema, etc—Talvez não existam mesmo super-heróis; eles sejam mesmo coisa da ficção, dos quadrinhos criados no começo do século, da Bíblia; mas por outro lado, se existem atletas como Philip Phelps, talvez existam homens como Matt Damon.
Reparei também (já olhando para Bond) que existe uma idéia de estrutura do serviço secreto em Bourne mais parecida com hoje-em-dia. A menina que sozinha sustenta todo o escritório de inteligência em Paris em um pequeno apartamento com umas dez antenas de transmissão de dados em um velho telhado parisiense; ‘estudante americana de intercâmbio’. E mais, o segmento da CIA retratado no filme é caracterizado com um braço autônomo da estrutura. Melhor dizendo: a CIA é ‘composta’ de digamos 100 braços autônomos com pouca comunicação entre si; uma estrutura descentralizada, eficiente, cada célula contando com sua própria legislação, microcosmo, etc.
Em Bond: é um homem só contra todo o Universo. O tamanho da organização que esse homem enfrenta é descomunal; organização de membros descartáveis; melhor dizendo, a personagem do vilão é a organização e não seus membros. E mais, o acesso àquilo que não se vê a não ser que se seja muito rico: mulheres estonteastes, os verdadeiros lugares luxuosos do planeta; lugares que não são mostrados na Ilha de Caras—nas revistas são mostrados apenas os lugares de luxo feitos para tv, os verdadeiros são escondidos pelos milionários acessíveis apenas para quem realmente tem dinheiro.
E.. há algo de desajeitado nesse homem. No primeiro filme ele corre atrás de um africano durante cinco minutos (é uma linda e longa cena de ação); os pulos de Bond e do Africano são maravilhosos; eles voam com graça. E a primeira coisa que percebi é que há um distintivo do estilo desse herói (Bond), seus pulos são mais desajeitados; ele resolve as aritméticas de para onde pular e de previsão dos próximos lances da corrida com muito mais praticidade do que estética; essa é sua elegância (inglesa), a praticidade.
Então vem: Bond (no conjunto de seus filmes) se fez famoso por ser um sedutor sem coração; elegante ao extremo contando com roupas e gadgets masculinos vários e por destruir vilões excêntricos proprietários de grandes complexos arquitetônicos em lugares recôndidos.
(Olhando as diferenças entre o Bond do conjunto dos filmes e desses dois últimos.) Não existe mais União Soviética, portanto não existe mais apenas um inimigo. Em Bourne,
.. to be continued ..